Autor
Álvaro Cunhal

Adaptação e Encenação
Luís Capucha Pereira

Apoio à Encenação
Vasco Lavado

Concepção Plástica e Figurinos
José Teles, Luis Capucha Pereira, Vasco Lavado, Mário Sousa, Marta Ceitil e Pedro Ceitil

Concepção Musical
João Vidigal

Concepção Gráfica
Vasco Gargalo

Interpretação
Hugo Santos Silva, Luís Capucha Pereira, Rodolfo Coração

Sinopse
Num Portugal de há muitos anos atrás, havia homens que comiam tanto tanto que todo o corpo podia ser estômago; outros, não tinham nada para lá meter. Os primeiros, Barrigas; e os segundos Magriços – símbolos da maior injustiça que há entre os homens, que é uns poderem viver servindo-se dos outros. Tempos cinzentos, esses, em que Barrigas dispunham da vida de Magriços e em que, contra eles, quando achavam preciso, lançavam ameaças e castigos.

Havia também Soldados – Magriços que prendiam outros Magriços quando o Barrigas mandava.

Mas o tempo muda, os dias florescem e os homens, quando são Magriços, não o querem ser para sempre. E para isso revoltam-se, apoiam-se, sonham com um mundo onde todos são iguais e ninguém tem que servir ninguém. Outros, quando são Barrigas, querem continuar sempre a ser servidos. Os Soldados, chamados, têm que fazer uma escolha – quem acham que eles deviam defender? O tempo mudou. Era primavera…

Autor
Álvaro Cunhal é uma das figuras marcantes da história do nosso país. A sua vida, confunde-se com a sua intervenção política, com o seu partido, o PCP, tendo desempenhado um papel fundamental na luta contra o fascismo, na conquista e defesa da liberdade e pela democracia em Portugal.

Álvaro Cunhal foi também um apaixonado por todas as esferas da vida, nomeadamente pela actividade de criação artística, quer no plano da literatura, nomeadamente com o pseudónimo de «Manuel Tiago», com o romance e o conto («Até Amanhã, Camaradas»; «Cinco Dias, Cinco Noites»; «A Estrela de Seis Pontas»; «A Casa de Eulália»; «Fronteiras»; «Um Risco na Areia»; «Os Corrécios»; «Sala 3»; «Lutas e Vidas») e a tradução («Rei Lear» de Shakespeare), quer no plano das artes plásticas, com o desenho e a pintura («Desenhos da Prisão», »Projectos»), quer ainda no plano da reflexão teórica sobre a estética e a criação cultural («A Arte, o Artísta e a Sociedade»).

O conto “Os Barrigas e os Magriços” surge do pedido de um grupo de professores para imagina um Portugal de Abril contado às crianças. Foi editado pela Junta de Freguesia de Portimão, com ilustrações de alunos do pré-escolar daquela freguesia, no âmbito das comemorações do 35º aniversário do 25 de Abril.

Álvaro Cunhal nasceu em Coimbra em 10 de Novembro de 1912 e morreu em Lisboa em 13 de Junho de 2005. O Teatro do Zero associou-se, a convite do PCP, às comemorações do Centenário do seu nascimento.

Duração
Aprox. 30 min

Classificação etária
+4 anos

Data de Estreia
23 de Abril de 2013, Ateneu Artístico Vilafranquense – Vila Franca de Xira

Produção
Teatro do Zero, 10ª Produção